terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Reflexão do dia- Jamais entenderei minha esposa


Logo no primeiro dia depois do casamento, ela começou a abrir e fechar todas as gavetas dos meus armários da cozinha, reclamando:
- Você não tem nenhum papel nas gavetas e prateleiras! Vamos ter que comprar antes que eu traga meus pratos.
- Mas…Para quê? – Perguntei inocentemente.
- Para manter os pratos limpos – ela respondeu encerrando o assunto.
Eu não entendi como o pó vai magicamente pular fora dos pratos se eles tiverem um papel debaixo deles, mas eu sabia quando tinha que ficar quieto. Um dia deixei levantada a tampa do vaso no banheiro.
- Nós nunca deixamos a tampa levantada na casa de minha família – ela ralhou. – É indelicado.
- Não era indelicado na casa de minha família – eu disse meio tímido.
- Sua família não tinha garotas.
Além destas lições, aprendi também como eu deveria apertar o tubo de pasta de dentes, que deveria pendurar a toalha após o banho e onde deveria colocar as colheres quando colocasse a mesa. Eu não tinha idéia de como eu era tão sem educação. Não, eu jamais entenderei minha esposa.
Ela guarda os temperos em ordem alfabética, lava pratos antes de colocá-los na lavadora de louça, e a roupa para lavar, é empilhada em tipos diferentes antes de ser lançada na lavadora de roupa. Dá para entender?
Ela tem um casaco que a faz parecer com o Sherlock Holmes.
- Eu poderia comprar-lhe um casaco novo – ofereci.
- De jeito nenhum. Este aqui foi da minha avó – ela respondeu, decidida, terminando a conversa.
Depois que tivemos as crianças, ela passou a agir de forma estranha. Usava pijama o dia todo, tomava o café da manhã à uma da tarde, para todo lado carregava uma bolsa de fraldas do tamanho de uma minivan, falando resumidamente com parágrafos de uma sílaba.
Minha esposa também escolheu amamentar o bebê até quando desse e mais um pouco, apesar de alguns conselhos de suas amigas que a deixava aborrecida. Ela pegava o bebê sempre que chorasse, embora as pessoas lhe falassem que era saudável deixar chorar.
- É bom para os pulmões dela – diziam.
- E para o coração dela é melhor sorrir – ela respondia.
Um dia um amigo meu riu do adesivo no pára-choque de nosso carro : “Ser uma mãe dentro de casa é trabalhar com o coração”.
- Minha esposa deve ter colocado isso aí – eu disse.
- Pois a minha esposa trabalha mesmo! – Ele falou orgulhoso.
- A minha também! – Respondi sorrindo.
Uma vez, eu estava preenchendo um formulário e escrevi “dona de casa” como a ocupação de minha esposa. Grande erro. Ela deu uma olhada e depressa me corrigiu.
- Eu não sou dona de casa. Eu sou uma mãe.
- Mas não existe essa categoria aqui, gaguejei.
- Acrescente! Ela disse.
Eu fiz.
Um dia, alguns anos depois, ela ficou na cama, sorrindo, quando me levantei para ir trabalhar.
- O que está acontecendo? – Perguntei.
- Nada. Está tudo maravilhoso. Eu não tive que levantar essa noite para acalmar as crianças. E eles não rastejaram pra cima de nossa cama.
- Oh! – eu disse ainda não entendendo.
- Foi a primeira vez que eu dormi a noite toda nos últimos quatro anos.
Foi? Quatro anos? Isso é muito tempo. Eu nem tinha notado. Por que ela não reclamou nenhuma vez? Eu teria.
Não! Eu nunca entenderei minha esposa. E sabe o que mais? Nossa filha está agindo cada vez mais parecida com a mãe dela. Se ela, ao crescer, se tornar como a mãe, algum dia, haverá um sujeito que será o mais sortudo deste mundo, agradecendo por ter papel separando os pratos no armário.

Salmos 59



Livra-me, meu Deus, dos meus inimigos, defende-me daqueles que se levantam contra mim.
Livra-me dos que praticam a iniqüidade, e salva-me dos homens sanguinários.
Pois eis que põem ciladas à minha alma; os fortes se ajuntam contra mim, não por transgressão minha ou por pecado meu, ó Senhor.
Eles correm, e se preparam, sem culpa minha; desperta para me ajudares, e olha.
Tu, pois, ó Senhor, Deus dos Exércitos, Deus de Israel, desperta para visitares todos os gentios; não tenhas misericórdia de nenhum dos pérfidos que praticam a iniqüidade. (Selá.)
Voltam à tarde; dão ganidos como cães, e rodeiam a cidade.
Eis que eles dão gritos com as suas bocas; espadas estão nos seus lábios, porque, dizem eles: Quem ouve?
Mas tu, Senhor, te rirás deles; zombarás de todos os gentios;
Por causa da sua força eu te aguardarei; pois Deus é a minha alta defesa.
O Deus da minha misericórdia virá ao meu encontro; Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos.
Não os mates, para que o meu povo não se esqueça; espalha-os pelo teu poder, e abate-os, ó Senhor, nosso escudo.
Pelo pecado da sua boca e pelas palavras dos seus lábios, fiquem presos na sua soberba, e pelas maldições e pelas mentiras que falam.
Consome-os na tua indignação, consome-os, para que não existam, e para que saibam que Deus reina em Jacó até aos fins da terra. (Selá.)
E tornem a vir à tarde, e dêem ganidos como cães, e cerquem a cidade.
Vagueiem para cima e para baixo por mantimento, e passem a noite sem se saciarem.
Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; porquanto tu foste o meu alto refúgio, e proteção no dia da minha angústia.
A ti, ó fortaleza minha, cantarei salmos; porque Deus é a minha defesa e o Deus da minha misericórdia.

Salmos 59:1-17

Amém!

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Reflexão do dia - Persistência e ajuda

PARTE I
Contam que certa vez duas moscas caíram num copo de LEITE. A primeira era forte e valente, assim logo ao cair, nadou até a borda do copo, mas como a superficie era muito lisa e ela tinha suas asas molhadas, não conseguiu sair. Acreditando que não havia saida a mosca desanimou, parou de nadar e de se debater, e afundou.
Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte, era tenaz e, por isso, continuou a se debater, a se debater por tanto tempo que, aos poucos, o leite ao redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca tenaz conseguiu, com muito esforço, subir e dali levantar vôo para algum lugar seguro.
Durante anos, ouvimos esta primeira parte da história como um elogio à persistência que, sem dúvida, é uma habilidade que nos leva ao sucesso.
PARTE II
Tempos depois a mosca tenaz, por descuido ou acidente caiu no copo. Começou a se debater, na esperança de que no devido tempo, se salvaria. Outra mosca passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou:
- Tem um canudo ali, nade até lá e suba pelo canudo!
A mosca tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência anterior de sucesso, e continuou a se debater, até que, exausta afundou no copo cheio de ÁGUA.
“Quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de notar as mudanças no ambiente e ficamos nos esforçando para alcançar os resultados esperados até que afundamos na nossa própria falta de visão.